Se você tem uma inovação e quer garantir seus direitos sobre ela, provavelmente já se perguntou: como patentear uma ideia? No Brasil, o processo de patenteamento é regulamentado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e exige que a invenção atenda a critérios específicos.
No entanto, muitas pessoas ainda confundem patente com registro de marca ou acreditam que apenas uma ideia abstrata pode ser protegida.
Neste guia completo, explicamos o que pode ou não ser patenteado, os tipos de patente existentes, os custos envolvidos, além do passo a passo para registrar sua invenção no Brasil.
Se você deseja proteger um aplicativo ou software, também detalhamos as melhores estratégias jurídicas para garantir a exclusividade do seu projeto.
O processo de patentear uma ideia no Brasil é regulamentado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e exige o cumprimento de certos critérios. A patente garante ao titular o direito exclusivo sobre a invenção, impedindo que terceiros a fabriquem, vendam ou utilizem sem autorização.
Para garantir a exclusividade ao patentear uma ideia, é necessário seguir etapas específicas. Esse direito pode ser essencial para startups, empresas e empreendedores que desejam se destacar no mercado sem o risco de cópia por concorrentes.
No entanto, nem toda ideia pode ser patenteada. Para obter uma patente, a invenção precisa atender a três requisitos básicos:
Ao patentear uma ideia, o empreendedor garante o direito exclusivo de usá-la e lucrar com ela. A seguir, veja as principais formas de proteção para suas criações.
Você pode proteger o nome, logo, slogan e outros sinais que identificam seus produtos ou serviços. O registro de marca evita que concorrentes usem um nome ou imagem semelhante, assegurando a identidade do seu produto no mercado.
Uma patente é um direito concedido pelo governo que garante exclusividade sobre uma invenção por um período determinado. Isso significa que apenas o titular da patente pode fabricar, usar, vender ou licenciar a invenção durante esse tempo.
Essa forma de proteção se aplica a aspectos visuais de um produto, como sua forma ou estampa. O desenho industrial pode proteger as características estéticas de um item, como o design de um celular ou embalagem de produto.

Se um produto ou serviço tem qualidade ou reputação associada a uma região geográfica, pode ser protegido como indicação geográfica. Exemplos incluem vinhos ou queijos, cuja qualidade é vinculada a uma localidade específica, garantindo sua origem e autenticidade.
No Brasil, softwares podem ser registrados como programas de computador. Esse registro assegura a autoria do código-fonte e impede a cópia não autorizada, garantindo a proteção da sua criação no setor digital.
Leia também: Como criar um aplicativo? Veja o passo a passo.
Esse registro é voltado para a proteção de circuitos integrados, fundamentais em dispositivos eletrônicos, como chips. Ele garante que a configuração das camadas do circuito seja protegida contra cópias e reprodução não autorizada.

O INPI permite registrar contratos relacionados à propriedade intelectual, como acordos de licença, cessão de direitos e franquias. Isso ajuda a formalizar acordos sobre o uso e exploração de tecnologia, garantindo a segurança jurídica das partes envolvidas.
O INPI oferece cursos de pós-graduação e extensão para promover o conhecimento sobre propriedade intelectual e suas formas de proteção. Esses serviços educacionais ajudam profissionais a entender melhor os processos e a importância da proteção de ideias e inovações.
Muitas pessoas confundem os conceitos de patente e registro de marca, mas eles possuem finalidades distintas. Enquanto a patente protege uma invenção, o registro de marca protege a identidade visual e o nome de um negócio ou produto.
| Característica | Patente | Registro de Marca |
| Protege | Invenção, produto ou processo | Nome, logotipo, slogan |
| Órgão responsável | INPI | INPI |
| Tempo de proteção | 10 a 20 anos | 10 anos (renovável) |
| Exemplo | Um novo tipo de bateria | Nome e logo da Coca-Cola® |
Se você tem uma invenção e deseja garantir sua exclusividade, o caminho certo é a patente. Mas se seu objetivo é proteger o nome ou identidade visual do seu negócio ou produto, o ideal é o registro de marca.
Existem três tipos principais de patentes que podem ser solicitados para proteger inovações no Brasil. Cada tipo possui características e requisitos específicos. Veja abaixo os detalhes de cada um:
Protege novos produtos ou processos que apresentam soluções técnicas inovadoras.
Exemplo: Um sistema de filtragem de água.
Protege melhorias ou aperfeiçoamentos em produtos ou processos já existentes.
Exemplo: Uma ferramenta manual com design aprimorado.
Protege aperfeiçoamentos em uma invenção já patenteada.
Exemplo: Uma melhoria em um dispositivo eletrônico existente.
O prazo de proteção de 20 anos para a patente de invenção é comumente referenciado de acordo com a legislação de patentes, como a Lei nº 9.279/96 (Lei de Propriedade Industrial).
Se você deseja patentear uma ideia, é fundamental compreender as etapas envolvidas. Desde a solicitação até a concessão da patente, há várias fases que devem ser seguidas.
O custo para obter uma patente no nosso país pode variar dependendo do tipo de patente e do porte da empresa ou pessoa solicitante. Os custos principais são:
O custo total pode variar entre R$ 500 a R$ 2.000 para o depósito inicial, sendo mais barato para microempresas e startups.
O tempo para obter uma patente no Brasil pode variar de 2 a 5 anos. Esse prazo depende de fatores como a complexidade da invenção, a quantidade de pedidos e a necessidade de ajustes ou recursos durante o processo.
Sim, um aplicativo pode ser protegido de diferentes formas no Brasil. O software em si pode ser registrado como programa de computador no INPI, garantindo direitos autorais sobre o código.
Além disso, se o aplicativo envolver uma inovação técnica que atenda aos critérios de patenteabilidade, é possível solicitar uma patente de invenção.
Veja as principais formas de proteção para aplicativos:
Você pode registrar seu aplicativo como programa de computador no INPI. Esse registro protege o código-fonte do software, garantindo que ninguém possa copiar ou reproduzir o código sem sua permissão.
O registro de software é válido por até 50 anos e oferece uma forma de proteção legal para o trabalho desenvolvido.
Além do software, é essencial registrar a marca do seu aplicativo no INPI. O registro de marca impede que outros utilizem o nome ou a imagem do seu aplicativo, garantindo a identidade única do produto no mercado.
Durante o desenvolvimento do aplicativo, use um Contrato de Confidencialidade (NDA) para proteger ideias e funcionalidades antes do lançamento. Esse contrato impede que parceiros ou colaboradores divulguem informações sensíveis sobre o aplicativo, garantindo maior segurança.

Se seu aplicativo envolver inovação técnica, como novos métodos ou processos, pode ser possível solicitar uma patente de tecnologia. Isso é válido apenas se o aplicativo contiver uma solução técnica inovadora e única, que justifique a patente.
Se você quer desenvolver um aplicativo, confira o artigo “15 ideias de aplicativos para criar em 2025” e encontre inspiração!
Para proteger sua invenção internacionalmente, você pode utilizar o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), que permite solicitar a patente em diversos países ao mesmo tempo.
Com o PCT, o processo é simplificado, já que você faz o pedido em um único país e depois escolhe os outros países onde deseja estender a proteção, com até 30 meses para decidir.
A patente nacional só garante proteção dentro do Brasil.
Para proteção internacional, é necessário solicitar a patente nos países de interesse, seja por meio do PCT ou diretamente com os escritórios de patentes.
Para mais detalhes, acesse o site oficial do PCT: Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Se está criando um aplicativo inovador, patentear sua ideia é crucial para garantir os direitos sobre a criação. No Brasil, é possível proteger seu software e marca pelo INPI, assegurando que sua tecnologia e identidade visual não sejam copiadas.
A KXP Tech, desenvolvedora de aplicativos e consultora de tecnologia, pode ajudá-lo a navegar pelo processo de proteção da sua invenção e garantir que sua ideia esteja legalmente protegida.
Está criando um aplicativo? A KXP Tech pode auxiliar no processo de patenteamento e na proteção da sua inovação. Entre em contato conosco para mais informações!
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Camillo Rinaldi é CTO da KXP Tech e especialista em desenvolvimento de produtos digitais, com mais de 8 anos de experiência em desenvolvimento mobile e arquitetura de sistemas. Ao longo da carreira, liderou o desenvolvimento de aplicativos e plataformas como Inner, Black Ticket e Toppayy, entre outros projetos voltados para diferentes mercados. Na KXP Tech, atua ajudando empresas e empreendedores a transformar ideias em produtos digitais escaláveis, desde a validação da ideia até o lançamento no mercado. Sua experiência combina desenvolvimento, estratégia de produto e visão de negócio. Ao longo dos anos, ele e sua equipe já ajudaram mais de 50 empresas a planejar, desenvolver e lançar seus aplicativos e sistemas, sempre com foco em qualidade, transparência e resultado. No blog, compartilha insights sobre tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento de sistemas e construção de produtos digitais, além de experiências reais do dia a dia criando soluções para startups e empresas.