Com o constante aumento do uso de smartphones no Brasil e no mundo, o mercado de desenvolvimento mobile cresce exponencialmente, e tecnologias como o Flutter da Google, surgem como soluções inovadoras.
Entre as diversas opções de linguagens e frameworks disponíveis, os desenvolvedores se deparam com várias escolhas, o que pode gerar dúvidas e até uma certa competitividade.
Mas qual é o diferencial dessa ferramenta? Continue lendo e descubra tudo o que você precisa saber sobre essa solução e suas vantagens!
Para entender o que é Flutter, primeiro você precisa entender o que é um framework. Um framework é uma estrutura que une códigos genéricos essencial para o desenvolvimento de sistemas e aplicações, provendo uma funcionalidade específica que pode ser configurada.
O Flutter é um framework de código aberto desenvolvido pela Google, com foco no desenvolvimento multiplataforma. Isso significa que você pode criar aplicativos para Android, iOS, Windows, Linux e Mac usando o mesmo código. Isso economiza tempo e esforço no desenvolvimento.
Leia também: “O que é Framework? Entenda as especificações, tipos e exemplos.”
O Flutter permite o desenvolvimento híbrido, ou seja, um único código funciona para diferentes sistemas operacionais. Antes do desenvolvimento híbrido, criar um aplicativo para Android e iOS ao mesmo tempo era uma tarefa complexa. Isso exigia o uso de linguagens e técnicas diferentes para cada plataforma, com suas particularidades.

Esse modelo híbrido traz vantagens, como a possibilidade de uma única pessoa desenvolver para múltiplos sistemas operacionais. Isso reduz custos e torna o processo mais eficiente.
Sendo um framework e não uma linguagem de programação, Flutter utiliza a linguagem Dart, criada pela Google, otimizada para dispositivos clientes multiplataforma, com o objetivo de ser uma linguagem mais produtiva e flexível, servindo como base para diversos frameworks.
Uma vantagem do uso dessa linguagem é que o desenvolvedor pode aprender Dart e Flutter simultaneamente. Ele pode se aprofundar cada vez mais em ambos. Basta aprender o básico de Dart (funções, variáveis e tipos, classes/objetos e repetições) para entender a estrutura de um código Flutter.
A linguagem da Google traz recursos que facilitam o processo de desenvolvimento. Entre eles, estão a possibilidade de rodar templates no navegador, o null safety, que permite maior adaptabilidade de código, e o hot reload, que permite a visualização instantânea das alterações feitas no código.
Usando a linguagem Dart como base, o Flutter tem sua estrutura composta de widgets. Widgets são blocos que encaixamos para montar a estrutura das interfaces de uma aplicação, como menus e botões. O Flutter funciona com widgets de pacotes já prontos do próprio framework ou que podem ser criados “do zero”.
As aplicações criadas com Flutter são mais otimizadas em tempo de execução e performance para diferentes dispositivos que outras ferramentas híbridas graças ao Dart em seu núcleo.

A linguagem utilizada pelo Flutter, o Dart, é muito similar a linguagens orientadas a objetos, ou seja, o manuseio das estruturas são similares ao manuseio de coisas do mundo real. Desse modo, os widgets funcionam como objetos da vida real, o que facilita ainda mais o uso.
Outro ponto importante é que o framework não precisa de intermediários entre ele e o dispositivo. Ele atua diretamente na camada de UI (User Interface), o que melhora a performance, a fluidez e torna os produtos praticamente nativos. Isso garante uma boa experiência ao usuário.
Como toda tecnologia, os frameworks têm vantagens e desvantagens. A resposta para a pergunta “Vale a pena usar?” depende de cada caso específico.
Essa lógica também se aplica ao Flutter.
O que você pode fazer é avaliar as vantagens e desvantagens, as especificações e o funcionamento do Flutter e do Dart. Assim, você pode refletir sobre seu caso e chegar a um veredito sobre o que se encaixa melhor à sua necessidade.
Veja, a seguir, quais são as principais vantagens e desvantagens do Flutter.
A grande inovação do Flutter, como já mencionado anteriormente, é permitir que sejam criados sites, sistemas e aplicações completos totalmente multiplataforma.
Ou seja, que rodam normalmente na web, em dispositivos móveis, para desktop, Android e iOS. Tudo isso usando apenas um código.
Como já dito, você não precisa aprender toda a linguagem de programação antes para programar com Flutter e nem entender tudo sobre programação. Você só precisa entender o básico e conseguirá programar de forma intuitiva.
Outra vantagem é que o Flutter elimina a necessidade de intermediários entre widgets e o aplicativo, fazendo com que os widgets sejam parte do próprio app. Isso reduz significativamente o risco de incompatibilidade entre versões de sistemas operacionais.
Isso significa que os aplicativos e suas funcionalidades terão o mesmo funcionamento independentemente do dispositivo e da versão do sistema operacional.
Outra vantagem desse framework é a documentação detalhada que explica como instalar, configurar e iniciar um projeto.
Confira aqui a documentação oficial do Flutter com tutoriais, exemplos de código e descrições das funções de cada componente, facilitando o início e oferecendo um bom suporte ao desenvolvedor.
Além de uma boa documentação, o Flutter conta com um suporte oficial do Google. Isso garante que a documentação esteja sempre atualizada. Também oferece maior qualidade nas aplicações. Garante também, que o framework não será abandonado de uma hora para a outra.
O Flutter também possui toda uma comunidade que se expande a cada dia mais, garantindo um suporte mais próximo.
Como já mencionamos, a linguagem Dart é orientada a objetos. Isso significa que a programação e o uso das funções dos sistemas criados nela se baseiam no manuseio de objetos do mundo real.
Isso torna a experiência de criação e uso mais intuitiva. Além disso, poupa tempo e esforço ao evitar complicações no entendimento das estruturas.
Com o Flutter, não ocorrem mudanças na estética de dispositivos antigos ou atuais. O framework oferece sempre os mesmos widgets. Isso aumenta a vida útil da plataforma e evita atualizações constantes de ajustes visuais, que podem causar confusões e tomar tempo do desenvolvedor.
As aplicações para dispositivos móveis desenvolvidas com Flutter costumam ser muito mais rápidas devido à performance praticamente nativa.
Isso permite maior personalização das interfaces e mais facilidade em acessar recursos dos aparelhos, como galeria, câmera, localização, etc.
O framework é de código aberto e gratuito, e a Google oferece documentação completa. Além disso, é possível buscar consultas externas para resolver problemas específicos.
Devido à capacidade do framework de rodar em várias plataformas, muitas vezes ele possui muitos arquivos para assegurar essa versatilidade e isso exige mais espaço.
Além disso, o Flutter adiciona uma camada a mais que é a camada do próprio framework para conseguir rodar. Essa camada se chama runtime, o que também aumenta o tamanho do arquivo.
Outro fator a se considerar é que ele precisa de uma interface para rodar algumas funcionalidades nativas.
Uma desvantagem para frameworks híbridos no geral pode ser configurar o ambiente de desenvolvimento.
Para testar uma aplicação em Flutter, você precisa de um dispositivo físico ou virtual para emular um celular, o que pode ser um problema se você vai programar usando um Mac, precisando recorrer ao xCode.
O sistema usado para programar precisa ser potente o suficiente para que o emulador e o código funcionem normalmente e sua experiência não seja arruinada.
Além disso, de qualquer modo, você vai precisar de uma IDE (programa onde escrevemos linhas de código) ou um editor de texto.
Por ainda ser muito novo no mercado, o Flutter possui poucos recursos e conteúdos úteis criados pela comunidade. Assim, muitas vezes o desenvolvedor terá que fazer testes por conta própria e explorar o Flutter para conseguir o resultado desejado. Isso pode ser uma desvantagem para algumas pessoas.
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Camillo Rinaldi é CTO da KXP Tech e especialista em desenvolvimento de produtos digitais, com mais de 8 anos de experiência em desenvolvimento mobile e arquitetura de sistemas. Ao longo da carreira, liderou o desenvolvimento de aplicativos e plataformas como Inner, Black Ticket e Toppayy, entre outros projetos voltados para diferentes mercados. Na KXP Tech, atua ajudando empresas e empreendedores a transformar ideias em produtos digitais escaláveis, desde a validação da ideia até o lançamento no mercado. Sua experiência combina desenvolvimento, estratégia de produto e visão de negócio. Ao longo dos anos, ele e sua equipe já ajudaram mais de 50 empresas a planejar, desenvolver e lançar seus aplicativos e sistemas, sempre com foco em qualidade, transparência e resultado. No blog, compartilha insights sobre tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento de sistemas e construção de produtos digitais, além de experiências reais do dia a dia criando soluções para startups e empresas.