Todo projeto exige certa organização para ter sucesso, certo? É exatamente por isso que a arquitetura de software é uma etapa indispensável para o desenvolvimento de sistemas.
Ela funciona como um esboço detalhado que define a estrutura necessária para planejar e operacionalizar um projeto de software.
Como, por exemplo, um aplicativo de inteligência artificial, uma plataforma de e-commerce ou até mesmo um sistema de gerenciamento de dados.
A arquitetura de software oferece as diretrizes para alinhar cada funcionalidade do sistema, garantindo que ele seja eficiente, escalável e fácil de manter.
Neste conteúdo, vamos explorar o conceito de arquitetura de software, sua importância no desenvolvimento de projetos e os diferentes tipos que podem ser utilizados.
Também apresentaremos o modelo arquitetural adotado pela KXP, destacando como ele tem garantido resultados incríveis em nossos projetos.
Continue a leitura!
Para entender melhor o conceito, é preciso lembrar, de maneira geral, o que um arquiteto faz.
Normalmente, para construir uma casa ou prédio, o profissional de arquitetura faz o esboço do projeto, não é mesmo?
A arquitetura de software segue essa mesma lógica! O arquiteto de software é responsável por aplicar uma série de técnicas para planejar e construir a estrutura do sistema de software.
Essa etapa envolve processos fundamentais, como:
Portanto, a arquitetura de software é uma das etapas mais importantes e iniciais de qualquer projeto. Um planejamento bem-feito garante que o software atenda às necessidades atuais e futuras, evitando custos com manutenções ou retrabalhos no futuro.
A arquitetura de software é essencial porque define a base de todo o projeto!
Assim como uma construção precisa de uma base sólida para se manter firme, um software depende de uma boa arquitetura para funcionar de forma eficiente, segura e escalável.
Um planejamento arquitetural bem feito traz diversos benefícios, como:
Por isso, investir tempo e recursos na arquitetura de software é uma decisão estratégica para o sucesso do seu projeto de software.
Os tipos de arquitetura de software são conhecidos como padrões arquiteturais. Esses padrões representam soluções já definidas e testadas para desafios comuns no desenvolvimento de software.
A seguir, apresentamos os principais tipos de arquiteturas de software utilizadas no mercado:
É um modelo de arquitetura de software que organiza o sistema em camadas independentes. Assim, cada camada possui funcionalidades específicas no projeto.
Neste padrão de desenvolvimento as camadas são dispostas de acordo com a lógica do sistema.
Além disso, trata-se de uma opção com maior flexibilidade e, portanto, geralmente utilizada em programas de software para lojas virtuais.
O padrão MVC é um dos mais conhecidos no universo do desenvolvimento web. Pois, ele conta com alta flexibilidade e interatividade do sistema.
Basicamente, a arquitetura MVC separa o projeto em três partes:
Dessa forma, a separação entre os componentes garante a manutenção e reutilização do código.
O padrão MVVM é semelhante ao MVC, porém ele é específico para as plataformas WPF e Silverlight da Microsoft.
Ele foi desenvolvido em 2005 pelo arquiteto da companhia, John Grossman, e tornou-se uma opção prática para o desenvolvimento mobile.
Assim como o modelo anterior, ele também apresenta uma divisão de etapas. Veja no esquema a seguir:
Como é possível perceber, a camada View (interface) não se comunica com a camada Model (Modelo). Dessa forma, os mecanismos de binding fazem a comunicação da View com a ViewModel.
Portanto, esse modelo de arquitetura permite uma comunicação fluida entre os eventos e os comandos do sistema.
Não é atoa que ele é o padrão de arquitetura de software adotado pela KXP! A boa divisão de camadas e os recursos ágeis para tratar dados reativos do servidor garantem a eficiência dos projetos.
Como o próprio nome já diz, a arquitetura de microsserviços é formada por serviços menores e independentemente que juntos compõem um módulo.
Além disso, este padrão permite o uso de diferentes linguagens de programação e tecnologias no mesmo sistema.
Por isso, ele é um modelo bastante popular entre os desenvolvedores e arquitetos de software. Para se ter uma ideia, a própria arquitetura de software da Netflix é baseada em microsserviços.
Assim como no padrão arquitetural de microsserviços, a arquitetura SOA também é dividida em serviços independentes.
Nesse sentido, cada serviço é responsável por uma funcionalidade de um negócio. Dentro dessa lógica, cada serviço pode trocar informações com outro serviço, tornando-a uma alternativa prática em relação à infraestrutura.
No entanto, em situações que exijam integrações mais complexas entre o sistema, esta pode não ser a melhor aplicação.
Na tradução para o português a arquitetura PF significa “duto e filtro”. Ela representa um padrão linear de processamentos de dados.
O sistema é separado em filtros e cada um é responsável por uma operação específica dentro do fluxo do programa.
Após a entrada de um dado, a informação é passada de um processo para outro, com objetivo de “filtrar” esses dados.
Se você está esperando a gente te contar qual o melhor modelo arquitetural para o seu projeto, esse momento chegou!
Claro, vale ressaltar que o modelo ideal depende das especificações de cada projeto de software. Mas, já podemos adiantar que aqui na KXP o modelo Model, View e View-Model (MVVM) entrega excelentes resultados.
Com a flexibilidade que ele proporciona para a equipe, o processo é otimizado permitindo uma maior organização do código e a facilidade de realizar atualizações futuras.
Para exemplificar, vamos apresentar dois de nossos cases desenvolvidos com a arquitetura MVVM. Confira:
O Inner é um aplicativo inovador de saúde mental que combina tecnologia de ponta com suporte personalizado. Desenvolvemos o projeto utilizando Flutter e integração com o OpenAI para criar a Bia, uma psicóloga virtual capaz de atender usuários de forma inteligente e contínua.
A funcionalidade de memória permite ao aplicativo lembrar conversas anteriores, proporcionando uma experiência humanizada e consistente.
Essa abordagem possibilitou ao Inner oferecer um serviço único, baseado em inteligência artificial, que transforma o acompanhamento em saúde mental, tornando-o mais acessível e eficiente.
Já o Autta é uma solução externa para agendamento de consultas na área da saúde, com foco em atendimentos domiciliares.
Desenvolvemos versões do aplicativo tanto para clientes quanto para profissionais, usando Flutter, além de uma versão web para os profissionais.
As funcionalidades incluem marcação de consultas, chat integrado e um painel para que os profissionais acompanhem seus ganhos. O Autta é um exemplo de como a arquitetura MVVM pode estruturar aplicativos robustos e simples de usar, com suporte para múltiplas plataformas.
O framework nada mais é do que uma estrutura de trabalho e, portanto, é fundamental para fazer a arquitetura do software.
Para quem tem dúvidas em como desenhar uma arquitetura de software , os frameworks podem ser de grande ajuda.
Como, por exemplo, o uso do framework Flutter, que auxilia no desenvolvimento de aplicações móveis multiplataforma. Ele permite criar interfaces modernas e responsivas, garantindo que o mesmo código seja usado tanto para Android quanto para iOS.
Com o uso de frameworks, o desenvolvimento se torna mais eficiente e organizado, permitindo que o foco seja direcionado para o que realmente importa: criar soluções que atendam às demandas do mercado e garantam o sucesso do software.
Para se tornar um arquiteto de software é preciso mergulhar no universo da computação.
Isso inclui a busca por graduações nas áreas de ciência da computação, engenharia de software, engenharia de computação ou sistemas de informação.
Além disso, uma dica é se aprofundar nos conhecimentos específicos sobre os diferentes tipos de arquiteturas de software. Com cursos e especializações renomadas as chances de entrar no mercado de trabalho e adquirir experiência são ainda maiores.
Uma coisa é certa: se o objetivo é alcançar bons resultados no desenvolvimento de software, a construção de uma arquitetura de software eficaz é necessária.
E, como você deve ter percebido ao longo do conteúdo, essa é uma etapa primordial aqui na KXP.
Por isso, nosso time de especialistas se dedica intensamente a cada processo de desenvolvimento do sistema. Analisando todas as funcionalidades, para construir a melhor solução.
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Camillo Rinaldi é CTO da KXP Tech e especialista em desenvolvimento de produtos digitais, com mais de 8 anos de experiência em desenvolvimento mobile e arquitetura de sistemas. Ao longo da carreira, liderou o desenvolvimento de aplicativos e plataformas como Inner, Black Ticket e Toppayy, entre outros projetos voltados para diferentes mercados. Na KXP Tech, atua ajudando empresas e empreendedores a transformar ideias em produtos digitais escaláveis, desde a validação da ideia até o lançamento no mercado. Sua experiência combina desenvolvimento, estratégia de produto e visão de negócio. Ao longo dos anos, ele e sua equipe já ajudaram mais de 50 empresas a planejar, desenvolver e lançar seus aplicativos e sistemas, sempre com foco em qualidade, transparência e resultado. No blog, compartilha insights sobre tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento de sistemas e construção de produtos digitais, além de experiências reais do dia a dia criando soluções para startups e empresas.