O que é Engenharia de Requisitos? Conceito, tipos e exemplos O que é Engenharia de Requisitos? Conceito, tipos e exemplos
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O que é Engenharia de Requisitos? Conceito, tipos e exemplos

8 Minutos de leitura

Camillo Rinaldi

Camillo Rinaldi

Publicado em 12/05/2025
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Imagine começar o desenvolvimento de um aplicativo incrível, reunir uma equipe talentosa, investir tempo e dinheiro… e só no meio do caminho perceber que o produto final não atende às expectativas dos usuários. Frustrante, né? Esse tipo de erro é mais comum do que parece e quase sempre está ligado à ausência de uma boa engenharia de requisitos

É justamente aí que essa disciplina entra em cena: estruturando, documentando e alinhando os requisitos de forma clara para que o desenvolvimento siga o caminho certo.

Neste artigo, você vai entender o que é engenharia de requisitos, suas fases, tipos e aplicações. Vamos falar também sobre as diferenças em relação à engenharia de software, o papel desse profissional e por que essa etapa é decisiva para o sucesso de qualquer projeto digital.

O que é engenharia de requisitos? 

A engenharia de requisitos é a etapa que define o que um sistema deve fazer antes mesmo de começar a ser desenvolvido. É como montar o mapa antes de iniciar uma viagem: sem ele, as chances de se perder (ou desperdiçar tempo e dinheiro) são grandes.

Ela envolve entender, documentar e validar as necessidades dos usuários, das áreas de negócio e de todos os envolvidos no projeto. O objetivo é garantir que todos falem a mesma língua e que o produto final atenda às expectativas desde o início.

Além de orientar o time de desenvolvimento, a engenharia de requisitos ajuda a evitar erros caros, retrabalhos e funcionalidades desnecessárias.

E para deixar tudo ainda mais claro, ela se apoia em diferentes tipos de requisitos — e é sobre isso que falaremos a seguir.

Quais são os principais tipos de Engenharia de Requisitos?

Quando falamos de engenharia de requisitos, os tipos que aparecem com mais frequência são os funcionais e não funcionais. Mas, além deles, existem outros que são fundamentais para garantir que tudo esteja alinhado. 

Vamos entender cada um deles de forma simples.

Requisitos funcionais

São as funcionalidades específicas que o sistema precisa ter. Em outras palavras, o “o que” o sistema deve fazer. 

Exemplo: “O usuário deve ser capaz de fazer login com e-mail e senha.”

Requisitos não funcionais

Eles definem como o sistema vai se comportar, como a performance, segurança e usabilidade

Exemplo: “O sistema deve carregar a página em até 3 segundos.”

Requisitos técnicos

Focam nas necessidades relacionadas à tecnologia, como plataformas, frameworks e ferramentas específicas que devem ser usadas. 

Exemplo: “O sistema deve ser desenvolvido em Flutter.”

Requisitos de negócios

Relacionados aos objetivos da empresa e como o sistema vai atender às suas necessidades estratégicas. 

Exemplo: “O sistema deve permitir o aumento de 30% na conversão de vendas.”

Leia também: Guia sobre Infoprodutos: Transforme Conhecimento em Lucro

Requisitos de usuário

O que os usuários finais esperam e precisam do sistema para que sua experiência seja satisfatória. 

Exemplo: “O sistema deve permitir que o usuário recupere sua senha facilmente.”

Cada tipo de requisito tem um papel específico e, juntos, eles garantem que o projeto atenda a todas as expectativas, sem deixar lacunas.

Agora que você conhece esses tipos, vamos ver quais são as quatro fases de requisitos. 

Quais são as 4 fases da Engenharia de Requisitos?

A engenharia de requisitos não acontece de uma vez só. Ela é dividida em quatro fases principais, que ajudam a garantir que o projeto siga de forma organizada. Vamos ver quais são elas:

1. Levantamento de requisitos

Aqui, o objetivo é entender todas as necessidades do projeto. Isso inclui entrevistas com stakeholders, análise de documentos e até protótipos. A ideia é coletar o máximo de informações possíveis para definir o que o sistema deve fazer.

Entrevistar stakeholders é crucial na engenharia de requisitos para entender necessidades, alinhar expectativas e garantir que o sistema cumpra os objetivos do negócio.
Imagem: Entrevistar stakeholders é crucial na engenharia de requisitos para entender necessidades, alinhar expectativas e garantir que o sistema cumpra os objetivos do negócio.

2. Análise de requisitos

Depois de levantar as informações, é hora de analisar tudo. Nessa fase, os requisitos são refinados, validados e organizados de forma que o time de desenvolvimento possa compreender e aplicar sem ambiguidades.

3. Especificação de requisitos

Nessa etapa, os requisitos são documentados de forma detalhada. Tudo o que foi discutido e analisado nas fases anteriores é escrito de maneira formal, deixando claro o que precisa ser feito e como será feito.

4. Validação de requisitos

Por último, é hora de garantir que os requisitos estejam corretos e completos. Isso envolve revisar com os stakeholders para confirmar que as expectativas estão atendidas e que o projeto está pronto para seguir para a fase de desenvolvimento.

Ferramentas utilizadas na Engenharia de Requisitos

Na prática, a engenharia de requisitos depende muito de boas ferramentas para organizar ideias, registrar demandas e manter tudo alinhado com o time. E o melhor: hoje existem diversas opções — desde as mais visuais até as mais robustas e técnicas.

Confira algumas das mais usadas:

  • Jira
    Muito usado por equipes ágeis, o Jira ajuda a registrar, acompanhar tarefas, priorizar entregas e manter o time em sincronia. Ideal para projetos com muitos ciclos de feedback.
  • Trello
    Simples e visual, o Trello é ótimo para organizar requisitos em quadros. Pode ser uma boa escolha para times menores ou projetos que estão em fase inicial.
  • IBM Engineering Requirements Management DOORS
    Uma solução mais robusta e voltada para grandes projetos e equipes. Oferece recursos avançados de rastreabilidade, controle de mudanças e validação de requisitos.
  • Lucidchart
    Ferramenta para criação de diagramas e fluxos visuais. Ajuda muito a representar requisitos de forma gráfica, facilitando o entendimento entre áreas técnicas e não técnicas.
  • Microsoft Excel ou Google Sheets
    Ainda que simples, essas planilhas são bastante usadas para listar, classificar e acompanhar requisitos, em projetos menores ou em fase de descoberta.

Essas ferramentas tornam o trabalho mais organizado, visual e colaborativo. A escolha certa vai depender do tamanho do projeto, da equipe e do nível de controle necessário.

Quais os desafios comuns no requisitos e como evitá-los?

Mesmo com boas práticas, a engenharia de requisitos não está livre de falhas. Alguns erros são bem comuns, mas com atenção, dá para evitá-los. Veja os principais:

  • Ambiguidade nos requisitos
    Quando a descrição está vaga ou dá margem para interpretações diferentes.
    Como evitar: use uma linguagem clara, objetiva e, sempre que possível, complemente com exemplos ou diagramas.
  • Mudanças de escopo constantes
    Alterações frequentes podem comprometer prazos e qualidade.
    — Como evitar: mantenha uma boa documentação e valide os requisitos com todos os envolvidos antes de avançar.
  • Falta de comunicação entre as partes
    Quando áreas técnicas e de negócio não se entendem, os requisitos saem do controle.
    — Como evitar: promova reuniões de alinhamento, feedbacks constantes e use ferramentas colaborativas.
  • Excesso de requisitos irrelevantes
    Incluir funcionalidades que não agregam valor pode deixar o sistema mais complexo do que precisa.
    Como evitar: priorize o que realmente importa para o usuário e para o negócio.

Evitar esses erros comuns faz toda a diferença na qualidade do projeto — e na satisfação do cliente no final.

Qual a diferença entre Engenharia de Requisitos e Engenharia de Software?

Engenharia de requisitos e engenharia de software caminham juntas, mas não são sinônimos.

Enquanto a engenharia de requisitos é responsável por entender o problema e definir o que o sistema precisa fazer, a engenharia de software cuida de todo o ciclo de vida do projeto — desde a concepção até a manutenção da solução, ou seja, como aquilo será construído.

Resumindo:

  • Engenharia de requisitos: define o problema.
  • Engenharia de software: constrói a solução.

Cada uma tem seu papel, mas quando andam lado a lado, garantem entregas mais certeiras e com menos retrabalho.

O engenheiro de requisitos define o que o sistema precisa; o engenheiro de software transforma isso em código funcional.
Imagem: O engenheiro de requisitos define o que o sistema precisa; o engenheiro de software transforma isso em código funcional.

Leia também: Engenheiro de Software: Salário, Funções e Mercado de Trabalho

Importância da Engenharia de Requisitos no desenvolvimento de software

A engenharia de requisitos é uma das etapas mais estratégicas no desenvolvimento de software — e muitas vezes subestimada.

Sem requisitos bem definidos, é como começar uma construção sem projeto. O resultado? Retrabalho, funcionalidades desnecessárias, atrasos e, no pior cenário, um produto que não resolve o problema de ninguém.

Veja por que essa etapa faz tanta diferença:

  • Evita desperdícios: reduz retrabalho e uso de recursos em funcionalidades que não serão utilizadas.
  • Melhora a comunicação: alinha expectativas entre todas as partes envolvidas.
  • Garante mais qualidade: quanto mais claros os requisitos, mais fácil é desenvolver, testar e manter o software.
  • Aumenta a satisfação do cliente: porque o produto entregue realmente atende às necessidades.

No fim das contas, investir tempo em requisitos é ganhar tempo lá na frente.

Conclusão 

A engenharia de requisitos não é apenas uma etapa do desenvolvimento de software — ela é a base que sustenta o sucesso do projeto. Ao definir claramente o que precisa ser feito, alinhar as expectativas e evitar surpresas, você garante que o desenvolvimento siga o caminho certo e que o produto final seja realmente eficiente e satisfatório.

Se você quer otimizar seus processos e evitar retrabalhos em seus produtos digitais, a KXP Tech pode te ajudar a implementar a engenharia de requisitos de forma estratégica e eficaz. Nossa equipe está pronta para transformar suas ideias em soluções tecnológicas de sucesso!

Entre em contato conosco e descubra como podemos te ajudar a alcançar resultados incríveis!

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Camillo Rinaldi

Camillo Rinaldi

Publicado em 12/05/2025

Camillo Rinaldi é CTO da KXP Tech e especialista em desenvolvimento de produtos digitais, com mais de 8 anos de experiência em desenvolvimento mobile e arquitetura de sistemas. Ao longo da carreira, liderou o desenvolvimento de aplicativos e plataformas como Inner, Black Ticket e Toppayy, entre outros projetos voltados para diferentes mercados. Na KXP Tech, atua ajudando empresas e empreendedores a transformar ideias em produtos digitais escaláveis, desde a validação da ideia até o lançamento no mercado. Sua experiência combina desenvolvimento, estratégia de produto e visão de negócio. Ao longo dos anos, ele e sua equipe já ajudaram mais de 50 empresas a planejar, desenvolver e lançar seus aplicativos e sistemas, sempre com foco em qualidade, transparência e resultado. No blog, compartilha insights sobre tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento de sistemas e construção de produtos digitais, além de experiências reais do dia a dia criando soluções para startups e empresas.

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