A API Restful entra em cena no desenvolvimento de aplicativos como uma maneira simples e flexível de realizar integração de elementos importantes. Se trata de um método mais comum, que surge para compor as arquiteturas de microsserviços.
Nesse post, explicaremos o que são APIs, qual a importância delas e o que é API Restful. Você também entenderá o que é REST, o que classifica uma API como Restful, como uma API Restful funciona e como pode ser usada. Continue a leitura a seguir.
Para entender o que é uma API Restful, primeiro você precisa saber o que é uma API. API é uma sigla para Application Programming Interface, em português, Interface de Programação de Aplicação. Ela pode ser definida como um conjunto de definições e protocolos que integram o processo de desenvolvimento e integração de aplicações. As aplicações podem ser qualquer software com uma função própria e a interface pode ser pensada como um intermédio entre duas aplicações.
Frequentemente, as APIs são definidas como um trato entre um usuário de dados e um provedor. Essa relação pode ser entendida como uma chamada e uma resposta, respectivamente. Isso significa que, quando um usuário interage com um sistema ou computador a fim de recuperar uma informação ou usar alguma funcionalidade, é a API que ajudará a comunicar o que está sendo solicitado para que a chamada seja atendida.
Um bom exemplo dessa relação é quando a interface da API de um serviço de busca de restaurantes solicita que o usuário insira sua localização ou endereço e o sistema pode responder em duas partes com diferentes classificações: restaurantes mais próximos e restaurantes mais populares. Desse modo, a API funciona como um mediador entre os usuários e os recursos ou serviços web que desejam obter.
As APIs são uma maneira mais simples de conectar uma estrutura própria preexistente a novos componentes de aplicações. Sendo assim, elas simplificam para os desenvolvedores esse processo de integração no desenvolvimento de aplicações nativas em nuvem. Desse modo, as APIs ajudam também na colaboração entre as empresas e equipes de TI.
Elas podem ser muito úteis para organizações. Isso porque elas permitem que definam quem terá acesso a determinadas informações e que restrinjam determinados conteúdos. Dessa forma, os colaboradores podem compartilhar recursos mantendo a segurança. Além de terem maior controle sobre as informações, a privacidade e os limites dentro da organização, exigindo constante autenticação.

Essa lógica também serve para clientes, já que é possível fornecer a eles um acesso a determinados dados. Tudo isso sem corromper a segurança e o controle. Um exemplo disso são os recursos de consulta de estoque de uma distribuidora. Com o uso de uma API, os clientes podem consultar o estoque de produtos específicos sem ter acesso a demais dados. E é a empresa que determina como tudo irá funcionar. Esse tipo de recurso é importante pois pode impactar no aumento de vendas e de oportunidades de negócios.
Outra vantagem é que é possível fazer alterações em sistemas internos sem interferir na interface do cliente. Basta manter o bom funcionamento da API.
Além disso, você não precisa se preocupar com todos os detalhes sobre armazenamento em cache, recursos recuperados e suas origens. A API se encarrega de tudo isso.
REST é uma sigla para Representational State Transfer (Transferência de Estado Representacional). Se trata de uma arquitetura de software utilizada no desenvolvimento de aplicações na internet. Seguir os princípios REST implica adotar um conjunto específico de restrições durante o desenvolvimento da aplicação.
As restrições visam uma interface definida, com processos padronizados, facilmente representadas, facilitando a comunicação entre máquinas e usuários. São elas:
Todos os requisitos citados são fundamentais para garantir uma API Restful eficiente e de alta qualidade.
Ao fazer uma pesquisa sobre o assunto, você deve ter obervado que é possível encontar resultados com os dois termos. Eles se referem às mesmas ideias, porém definem coisas diferentes.
REST (Transferência de Estado Representacional) é o conjunto de princípios e restrições que classificam a arquitetura de softwares. Já “Restful” é o termo que indica que um sistema se encaixa nos critérios estabelecidos pela REST. Resumidamente, REST é o conjunto de princípios e Restful pode ser entendido como um “que está em conformidade com os critérios REST”. Desse modo, uma API Restful, é uma API que consegue aplicar os critérios REST.
As APIs Restful funcionam através da manipulação de recursos e representações estabelecidas entre usuários e o servidor. Isso ocorre por intermédio de uma interface padronizada e com o uso de um protocolo de comunicação específico. O HTTP é o mais usado nesse processo. O dispositivo envia uma solicitação por HTTP ao servidor quando o usuário interage com a interface para usar uma funcionalidade. A partir disso, o servidor consegue localizar o recurso para realizar a ação. E, então, ele comunica a representação de seu estado na resposta ao usuário, por meio do mesmo protocolo.
Essas representações podem ser feitas em uma variedade de formatos. Porém, é necessário que seja executada uma função padrão no banco de dados do sistema. Assim, é feita uma solicitação na aplicação.
Por exemplo, imagine que você está editando informações específicas de uma usuária chamada Maria e precisa salvar as alterações. A API Restful, então, enviaria ao servidor via HTTP, uma requisião para executar a ação. A requisição seria enviada na seguinte maneira:
SAVE http://www.nomedosite.com.br/usuários/maria
É possível realizar diversos comandos, como http DELETE para apagar um usuário ou recurso ou http GET para recuperar elementos. As operações são, como podemos observar na prática, sempre padronizadas e bem definidas.
Veja também: “O que é back-end, front-end e full stack?“
Uma API Restful oferece inúmeros benefícios e ampla liberdade para os desenvolvedores, tornando-a uma escolha ideal para aplicações em nuvem (servidores cloud). Sua flexibilidade permite que as representações enviadas pelo servidor sejam formatadas em diversos padrões, como JSON, XML e Python, atendendo às necessidades específicas da aplicação e dos usuários.
Além disso, a comunicação stateless, uma das restrições fundamentais da arquitetura REST, traz vantagens significativas para as aplicações em nuvem. Ela possibilita o relançamento fácil de componentes em caso de falhas e facilita a adaptação a flutuações de tráfego, garantindo maior robustez e escalabilidade.

Outro ponto relevante é que a API RESTful consome menos largura de banda, tornando o uso da internet mais eficiente, o que é especialmente vantajoso em cenários de alto tráfego de dados.
As solicitações em uma API RESTful contêm todas as informações necessárias para que o servidor responda com as representações solicitadas. Isso a torna ideal para serviços web, especialmente em ambientes baseados em nuvem, onde a conexão, gestão e interação dos usuários com os servidores devem ser padronizadas, flexíveis e escaláveis.
A arquitetura REST também se destaca na integração de aplicações e na conexão de componentes de softwares. Empresas de renome, como Twitter, Amazon e Linkedin, adotam APIs do tipo RESTful em suas plataformas. A tendência é que a computação em nuvem reforce ainda mais a importância da API REST como o padrão predominante no desenvolvimento de aplicações no futuro.
Em suma, a API Restful é uma abordagem altamente vantajosa e flexível no desenvolvimento de aplicações, principalmente ao optar pela integração em nuvem. A arquitetura desse tipo de API oferece liberdade aos desenvolvedores, permitindo melhor adaptação às necessidades específicas da aplicação e dos usuários. Escolher usar uma API Restful em um projeto pode ser uma boa estratégia para maior eficiência na integração de sistemas, visando maior segurança e controle de informações.
Com grandes empresas adotando essa API, e a tendência é ela se consolide como norma no desenvolvimento de aplicações no futuro.
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Camillo Rinaldi é CTO da KXP Tech e especialista em desenvolvimento de produtos digitais, com mais de 8 anos de experiência em desenvolvimento mobile e arquitetura de sistemas. Ao longo da carreira, liderou o desenvolvimento de aplicativos e plataformas como Inner, Black Ticket e Toppayy, entre outros projetos voltados para diferentes mercados. Na KXP Tech, atua ajudando empresas e empreendedores a transformar ideias em produtos digitais escaláveis, desde a validação da ideia até o lançamento no mercado. Sua experiência combina desenvolvimento, estratégia de produto e visão de negócio. Ao longo dos anos, ele e sua equipe já ajudaram mais de 50 empresas a planejar, desenvolver e lançar seus aplicativos e sistemas, sempre com foco em qualidade, transparência e resultado. No blog, compartilha insights sobre tecnologia, inteligência artificial, desenvolvimento de sistemas e construção de produtos digitais, além de experiências reais do dia a dia criando soluções para startups e empresas.